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A presente edição de Sinal de Menos reúne intervenções que, por caminhos distintos, iluminam uma mesma constelação de problemas do capitalismo contemporâneo: o colapso estrutural das formas de reprodução social, a erosão das mediações políticas e culturais tradicionais e as novas modalidades de subjetivação autoritárias que emergem num mundo de expectativas nulas ou esvaziadas.
O sentido do que vem por aí no mundo é a recomposição reacionária que já não precisa se esconder. O que se normaliza no plano global não é apenas um novo ciclo eleitoral de direita e extrema direita, mas a forma política própria de um capitalismo que abandona a própria promessa de integrar e proteger. O regime de força nos EUA e no Norte “trumpizado”, sob a gestão ostensiva dos interesses fósseis especulativos e militarizados, encontra sua contraparte molecular na nova era da comunicação: as redes e as big techs operam quase como partido transnacional da mercadoria, modulando afetos, sequestrando a atenção e transformando o processo eleitoral em engenharia de consenso do capital. Da eleição de Trump ao avanço equilibrista de Milei, passando pelas direitas liberais autoritárias que se multiplicam na América Latina, o que vemos é uma espécie de “espírito” evaporado e como que subsumido à lógica mercantil das plataformas e do tempo adiado, que organiza o consentimento para a espoliação como se fosse preferência de consumo.
As ressalvas, contudo, são sintomáticas, e o espírito da crítica não deveria aqui esmorecer. O quase empate na Colômbia (tanto como as tensões no Equador), a revolta popular na Bolívia, o cenário brasileiro mais do que nunca equilibrista etc. revelam menos uma vitalidade democrática do que uma exaustão. São o reflexo eleitoral de sociedades que vivem a evidência da crise do trabalho e que põem em questão a própria operação de gestão da população excedente, no momento em que o mercado já não consegue se ofertar claramente como horizonte para todos. A esquerda, entretanto, patina nesse fundamento negativo da falta, reprimida pela imposição política da escassez – na verdade, do excesso de dinamismo sem rumo. Sem estratégia contra-ofensiva para a economia, sem tática de combate e comunicação social que rompa o cerco algorítmico, sem autoformação que recuse a miséria do presente, ela termina refém do calendário eleitoral, ainda mais em tempo de Copa do Mundo espetacular, que a todos entretém e distrai com o futebol-negócio.
No Brasil, essa patinação adquire contornos próprios. A esquerda institucional mira um alvo rebaixado — vencer a eleição —, mas se recusa a encarar o vazio que se avizinha. O lulismo, como forma de gestão do possível já-sempre-impossível, deu o que tinha e não tinha a dar, e o fim da Era Lula se anuncia menos como tragédia súbita, do que como rápido declínio de uma “hegemonia às avessas” que se apoiou na conciliação com o extrativismo devastador, o rentismo, espécie de (im-)pacto para contenção de danos e do próprio antagonismo de classe. Resta um progressismo sem rumo, que se agarra a estatísticas “otimistas” enquanto o endividamento das famílias se aprofunda, as escolas se militarizam e se privatizam, a pejotização avança e a superexploração se torna o pressuposto do ajuste. Em vez de tensionar o debate para o fim da escala 6×1, medidas paliativas e mais fundos para combustíveis fósseis (em plena crise climática), latifundiários e banqueiros, além da internalização do neoliberalismo mesmo em suas formulações teóricas. A extrema direita, por sua vez, ocupa o vácuo com a ideologia do sujeito suposto esperto nos negócios, oferecendo aos pobres o realismo cínico e a miragem do empreendedorismo como saída da crise.
A ferida autoritária ou neofascista não se cura com votos e nem apelos ao liberalismo pseudo-humanitário que é ele próprio produtor das suas condições de possibilidade; ela é o próprio modo de representação social de um capitalismo que, em seu limite histórico, já não consegue cercar, excluir e destruir sem, ao mesmo tempo, gerar a resistência que teima em nascer das brechas — como nos mostraram, mais uma vez, os povos originários, o movimento estudantil e a luta das mulheres por orçamentos para combate à violência de gênero, novas tipificações de abuso e o PL da misoginia.
Os artigos reunidos neste número buscam escavar esse solo e o seu subsolo: a normalização da extrema direita e a ascensão do nacionalismo de desastre, o sequestro da comunicação pelo capital de plataforma, a crise orgânica da esquerda diante de uma lógica da desintegração e do colapso que continua a exigir esforços para a sua autorreflexão crítica.
A capa de FELIPE DRAGO procura traduzir essa angústia de fundo, projetando a fantasia social que concerne a todos. Que o leitor aprecie sua expressão peculiarmente irônica.
Abrimos o volume com A ascensão do “nacionalismo de desastre”, uma entrevista exclusiva com RICHARD SEYMOUR, membro-fundador do coletivo Salvage (https://salvage.zone), autor, entre outros, de Disaster Nationalism (2024) e The Disenchanted Earth (2022). Nela, o autor discorre sobre o que chama de “nacionalismo de desastre”: uma resposta política às crises do capitalismo neoliberal, alimentada pelo ressentimento, pela perda de status e pela erosão dos laços de solidariedade. Para ele, a extrema direita mobiliza essas frustrações por meio de narrativas conspiratórias e das redes sociais, que amplificam afetos e feridas de casca “fascista” e que facilitam novas formas de organização autoritária. Seymour argumenta ainda que o fracasso do progressismo neoliberal e socialista (recontando os bastidores de Corbyn no Reino Unido), abriu espaço para esse avanço e defende que a esquerda deve reconstruir modos de associação, comunicação e autoformação, disputar a dimensão emocional da política e aproveitar momentos de crise para fortalecer alternativas democráticas e emancipadoras.
Na seção de ensaios, começamos com Da crise permanente ao colapso social: limites da categoria crise e necessidade de uma nova formulação histórica, de GABRIEL TELES, que argumenta que a categoria marxista de “crise” tornou-se insuficiente para compreender o capitalismo contemporâneo. Segundo o autor, a crise deixou de se manifestar como uma ruptura excepcional seguida por processos de recomposição e passou a constituir a própria normalidade da reprodução social. Para nomear a nova configuração histórica, propõe o conceito de colapso social, entendido não como catástrofe súbita, mas como o funcionamento contínuo da sociedade através da deterioração progressiva de suas bases econômicas, políticas, ecológicas e subjetivas. O artigo conclui que compreender o presente exige deslocar a análise da crise como evento para o colapso como forma histórica de reprodução do capitalismo.
Em seguida, em O conhecimento que não nos toca: ou, ciência sem conhecimento como contradição sistêmica da abstração social, SILAS FERRARINI FURTADO examina a transformação contemporânea da ciência e da educação sob a lógica da valorização do capital. Dialogando com autores como Marx, Robert Kurz, Guy Debord e a crítica do valor, o autor argumenta que a chamada “sociedade do conhecimento” é, na realidade, uma sociedade da informação, marcada pela redução do saber a dados processáveis e funcionalmente úteis à reprodução econômica. Nesse contexto, ciência, universidade e escola perdem progressivamente sua autonomia e sua capacidade formativa, subordinando-se a imperativos de eficiência, mensuração e controle. O artigo sustenta que a expansão dos fluxos informacionais não produz maior conhecimento da realidade social, mas antes uma consciência desistoricizada e reificada, incapaz de compreender as contradições do capitalismo contemporâneo. A abundância de informação aparece, nessa perspectiva, como o correlato da crescente erosão do conhecimento crítico.
Em A digitalização do “mundo como alvo”: contribuições à genealogia da militarização contemporânea, CIAN BARBOSA propõe uma contribuição à genealogia da militarização apresentada por Paulo Arantes a partir da hipótese de que a digitalização realmente existente não constitui um fenômeno autônomo em relação à lógica militar, mas é seu desdobramento histórico e estrutural. Partindo da noção de “mundo como alvo” desenvolvida por Arantes, articulada ao conceito de Endzeit de Günther Anders, o artigo traça uma genealogia da digitalização desde a Segunda Guerra – com a criptografia, o desenvolvimento do computador e a bomba atômica como momentos fundadores – passando pela cibernética, pelo conexionismo e pelo financiamento militar das inteligências artificiais, até chegar nos usos contemporâneos do aprendizado profundo em sistemas de armas autônomos. O argumento central é de que existe uma homologia estrutural entre a noção de targeting na genealogia da digitalização, passando pelo marketing digital, até o kill targeting em sistemas autônomos de armas letais (LAWS). Essa homologia não é meramente analógica, mas estrutural, revelando a constituição da digitalização com aspecto central na constituição do mundo como alvo.
Em Alarme geral do microfascismo, ou, Os avatares da nova phantasia fascista, CLÁUDIO R. DUARTE dialoga com o novo livro de Vladimir Safatle, A ameaça interna (Psicanálise dos novos fascismos globais), interpretando seu título e os sentidos do que o filósofo brasileiro denomina “fascismo estrutural”, “fascismo restrito” e “fascismo generalizado”. Trata-se de produzir uma crítica imanente desta “hipótese fascista” geral, ou seja, analisar algumas inconsistências e contradições internas pinçadas da exposição do livro, julgando-as a partir de seus próprios pressupostos históricos, teóricos e metodológicos, que aliam marxismo, psicanálise, teoria crítica frankfurtiana e o pensamento pós-estruturalista francês. Uma possível “síntese” visa desdobrar os pontos fortes da obra, e que emergem da lógica da desintegração social global captada pelo texto, desviando-se das fantasias e linhas de fuga mortíferas da “indústria do apocalipse”.
No artigo seguinte, O desentendimento é a política: por uma reabilitação da luta de classes, CIAN BARBOSA e DOUGLAS RODRIGUES BARROS analisam a atualidade da noção de política em Jacques Rancière, e defendem que a política não se reduz à gestão das demandas, mas consiste na irrupção do litígio que rompe a ordem de distribuição dos lugares. A subjetivação política é, nesse sentido, fundamental e ocorre quando aqueles que não têm parte se afirmam como sujeitos, reconfigurando o campo do comum. Articulando reverberações e diálogos com autores como Frantz Fanon, Achille Mbembe, Alain Badiou e Slavoj Žižek, argumenta-se que a luta de classes não corresponde a uma identidade fixa, mas a um princípio de conflito que excede as formas estabelecidas de reconhecimento. Por fim, critica-se o paradigma do consenso e o identitarismo, compreendidos como formas de neutralização do conflito, defendendo tanto a atualidade de Rancière, quanto a centralidade da luta de classes como princípio de desestabilização da ordem social.
Em Habermas: uma anti-homenagem, RAPHAEL F. ALVARENGA reconstrói uma linha de ruptura no projeto do filósofo alemão recentemente falecido, tomando por fio condutor a tensão entre a racionalidade comunicativa enquanto promessa emancipatória e sua contenção institucional. O ensaio reconhece a força interna dos argumentos habermasianos, especialmente sua crítica a Heidegger, o núcleo potencialmente “anarquista” da ação comunicativa e a importância da abertura reflexiva da racionalidade moderna. Contudo, sustenta que esse potencial crítico acabou sendo progressivamente reconfigurado em termos de estabilização normativa, na qual a crítica é reduzida a procedimentos e formas institucionais que limitam sua capacidade de interrogar as bases materiais do poder instituído e da dominação social capitalista.
No ensaio O enigma da Medusa: uma homologia estrutural entre a teoria de Fernando Haddad e a ficção cinematográfica de Kleber Mendonça Filho, DANIEL CUNHA propõe uma leitura comparativa entre o livro Capitalismo superindustrial, de Fernando Haddad, e o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Partindo do conceito de homologia estrutural de Lucien Goldmann, o autor argumenta que ambas as obras expressam uma mesma visão de mundo associada à chamada “Medusa”, a classe profissional-gerencial descrita por Francisco de Oliveira. Embora abordem objetos distintos – o capitalismo contemporâneo e a memória da ditadura militar –, as duas produções compartilhariam uma característica fundamental: o ofuscamento da práxis histórica. Na obra de Haddad, a classe gerencial desaparece como sujeito da reprodução do capitalismo; na película de Kleber, a ação política dos personagens surge apenas de forma fragmentária e indireta. O artigo conclui que essa convergência revela os limites da autoconsciência política da classe profissional-gerencial brasileira, capaz de diagnosticar contradições sociais, mas com dificuldade de reconhecer seu próprio papel na sua manutenção ou transformação.
Em Expectativas de formação e experiências de apocalipse: uma breve resenha de Eis aí, o povo brasileiro, THIAGO CANETTIERI destaca a tese de que a ascensão do evangelicalismo e da extrema direita no Brasil deve ser compreendida como expressão de uma transformação profunda da experiência social em um contexto de colapso e fechamento dos horizontes de expectativa. Dialogando com a tradição crítica brasileira, o autor do livro analisado, André Castro, argumenta que o antigo paradigma da formação nacional foi substituído por uma experiência cotidiana marcada pela catástrofe, para a qual a linguagem religiosa apocalíptica oferece sentido, pertencimento e projeto coletivo. A resenha enfatiza a interpretação materialista do autor, segundo a qual a imaginação evangélica não resulta de mera manipulação ideológica, mas constitui uma resposta socialmente enraizada às condições contemporâneas de precarização e desagregação. Nesse quadro, o evangelicalismo emerge como uma das principais formas de articulação política e simbólica do Brasil atual.
Na sequência, em O procurador ungido: sobre a liturgia da lava-jato e seus herdeiros, JAYDER ROGER percorre o momento em que a Lava Jato deixou de habitar apenas os tribunais e a mídia e passou a ocupar também o imaginário religioso evangélico brasileiro. Entre correntes de oração por Sérgio Moro, profecias sobre Deltan Dallagnol e discursos de missão divina contra a corrupção, a operação ganha contornos de guerra espiritual. A narrativa acompanha especialmente o Procurador, que interpreta sua trajetória profissional à luz de chamados proféticos, visões e vocabulários de fé, transformando sua convicção no combate jurídico à corrupção em vocação espiritual. Mais do que um episódio isolado, o ensaio observa como setores evangélicos passaram a ler a política nacional como campo de batalha entre forças morais opostas, onde juízes e procuradores assumem o papel de agentes providenciais. Entre culto, mídia e poder, a Lava Jato aparece como sintoma de um Brasil em que redenção religiosa e justiça institucional passaram a compartilhar a mesma gramática, formalizando uma trincheira espiritual do “Brasil Avivado”.
Em Contrafiguras da prosa em O sol na cabeça: o outro povo de Geovani Martins, CLÁUDIO R. DUARTE e JOÃO VICTOR SILVA abordam um livro de contos importante deste jovem escritor carioca, e que se faz ainda mais fundamental quando se põe a procura pelo “novo povo brasileiro”. É nessas figuras e contrafiguras de sombra, da vida inexpressiva e inoperosa das classes populares, que o artigo capta expressões de necessidades, desejos e astúcia popular. Articulações formais de um texto literário especial, funcionando como voz coletiva de enunciação de comunidades periféricas, ainda pouco pensadas pela crítica, e das quais os autores extraem as contradições vividas por um suproletariado funcional para manter o sistema de negócios, direitos e privilégios dos mais ricos, enquanto O Sol na Cabeça torna-se signo do Zero e da exaustão do trabalho precário, mas também do Nada expressivo de uma negação que um dia poderá advir.
Em Migração e mercantilização da força de trabalho afro-americana: a mobilidade como mecanismo de subordinação capitalista, PEDRO BARONI FILISETTI YOSHINAGA analisa a Grande Migração afro-americana nos Estados Unidos como expressão das dinâmicas estruturais do capitalismo, afastando interpretações que a reduzem a uma escolha individual por melhores condições de vida. No contexto pós-abolição, a população negra permaneceu submetida à violência racial, à exclusão social e à precarização do trabalho, fatores que impulsionaram seu deslocamento do sul agrário para os centros urbanos do norte, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial, quando a expansão industrial ampliou a demanda por mão de obra. Essa inserção, contudo, ocorreu de forma subordinada, com concentração nos níveis mais baixos da estrutura ocupacional, acompanhada por segregação residencial e intensificação de conflitos raciais. A partir das contribuições de Vainer e Gaudemar, a migração é compreendida como elemento constitutivo do capitalismo, vinculada à mercantilização da força de trabalho e à necessidade de sua mobilidade contínua. Nesse sentido, a obra The Migration Series, de Jacob Lawrence, opera como representação crítica das transformações sociais e espaciais associadas a esse processo. A mobilidade afro-americana revela-se, assim, central para a formação do espaço urbano moderno e para a reprodução das relações de exploração e subordinação no sistema capitalista.
Fechamos este número com Futebol espetáculo, de FABIO LUIS BARBOSA DOS SANTOS, que discute a espetacularização do futebol como um negócio global sob o comando da FIFA. Tendo como pano de fundo a crise estrutural do capital analisada por Robert Kurz, o autor argumenta que a televisão cumpriu na sociedade do espetáculo um papel análogo ao que os bancos cumpriram na sociedade industrial, fazendo das imagens produzidas pelo jogo monopolizadas pela FIFA o alicerce de um negócio bilionário global. O texto analisa as consequências deste movimento de fora para dentro, mas também de dentro para fora de campo, em que a racionalização do desempenho dos atletas e da ocupação dos espaços no gramado favoreceu o jogo defensivo, resultando, em última análise, em uma nivelação da diversidade das expressões culturais futebolísticas segundo uma régua europeia.
Julho de 2026
Sumário #19
Editorial
ENTREVISTA
A ascensáo do “nacionalismo de desastre” com Richard Seymour
ARTIGOS
Da crise permanente ao colapso social
Limites da categoria crise e necessidade de uma nova formulação histórica
Gabriel Teles
O conhecimento que não nos toca
Ou ciência sem conhecimento como contradição sistêmica da abstração social
Silas Ferrarini Furtado
A digitalização do “mundo como alvo”
Contribuições à genealogia da militarização contemporânea
Cian Barbosa
Alarme geral do microfascismo, ou, os avatares da nova phantasia fascista
Estudo crítico de A ameaça interna, de Vladimir Safatle
Cláudio R. Duarte
O desentendimento é a política
Por uma reabilitação da luta de classes
Cian Barbosa & Douglas Rodrigues Barros
Habermas
Uma anti-homenagem
Raphael F. Alvarenga
O enigma da Medusa
Uma homologia estrutural entre a teoria de Fernando Haddad
e a ficção cinematográfica de Kleber Mendonça Filho
Daniel Cunha
Expectativas de formação e a experiência do apocalipse
Uma breve resenha de Eis aí, o povo brasileiro
Thiago Canettieri
O procurador ungido
Sobre a liturgia da Lava Jato e seus herdeiros
Jayder Roger
Contrafugas da prosa em O sol na cabeça
O outro povo de Geovani Martins
Cláudio R. Duarte & Joáo Victor Silva
Migração e mercantilização da força de trabalho afro-americana
Pedro Baroni Filisetti Yoshinaga
Futebol espetáculo
Fabio Luis Barbosa dos Santos



